Igreja Católica

Amor a Deus exige acolher os pequenos e enfrentar a opressão, destaca reflexão

Publicação do Vatican News para o XXX Domingo do Tempo Comum relaciona os mandamentos ao serviço ao próximo e à fraternidade

Amor a Deus exige acolher os pequenos e enfrentar a opressão, destaca reflexão
Foto: Vyacheslav Argenberg, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons
26 de outubro de 2026publicação
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O Vatican News publica uma reflexão para o XXX Domingo do Tempo Comum que relaciona o amor a Deus ao acolhimento dos pequenos e ao serviço ao próximo. A passagem dominical reúne o maior mandamento, amar Deus com coração, alma e entendimento, e o segundo, amar o próximo como a si mesmo. O texto considera os dois uma única orientação.

A primeira leitura dominical, do livro do Êxodo, apresenta a fraternidade humana fundamentada na justiça e no amor. A reflexão denuncia a opressão nas sociedades vizinhas a Israel e nas atuais. Pequenos, derrotados, fracos, empobrecidos e pessoas sem oportunidades aparecem como vítimas, enquanto poderosos, ricos, vitoriosos e favorecidos são apontados como opressores. Deus orienta Israel e os leitores a acolherem os pequenos. Receber o empobrecido expressa amor e abertura aos preceitos divinos.

No Evangelho de Mateus, antes do capítulo proposto pela liturgia dominical, há um ensinamento semelhante ao do rabino Hilel. A orientação de Hilel é: “O que não te agrada, não o farás a teu próximo! Esta é toda a lei: o restante é comentário”. Jesus apresenta essa orientação de maneira positiva: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles: nisto estão toda a Lei e os Profetas”.

A reflexão afirma que amar Deus ultrapassa o tempo dedicado às orações e implica amar intensamente seus filhos. A veneração divina envolve reconhecer cada pessoa, especialmente os pequenos. Jesus identifica as ações destinadas aos menores como dirigidas a ele. Assim, o texto relaciona a reverência a Deus ao serviço aos seus filhos, apresentados como sua imagem e semelhança.

Fraternidade como expressão da fé

Jesus é descrito como homem pobre, sofredor e humilhado, cujos discursos expressam identificação com os desafortunados. A última ceia é apresentada como celebração do amor. Ao lavar os pés dos discípulos, ele assume a condição de escravo. Sua morte ocorre sob suplício, humilhado, despido e tratado como malfeitor, entre dois bandidos.

O texto também recorda que, durante a tentação no deserto, Jesus rejeita Satanás, suas pompas e obras. A partir dessa referência, propõe recordar o batismo durante toda a vida e abandonar os falsos deuses, identificados como egocentrismo, poder e soberba, para servir ao Deus único.

Esse serviço, segundo a reflexão, se expressa nas relações fraternas. A proposta de fraternidade já aparece no Antigo Testamento e sustenta a associação entre adoração, serviço divino e amor ao próximo. O acolhimento e o reconhecimento dos filhos de Deus integram, dessa forma, a orientação apresentada aos leitores.

No encerramento, a publicação agradece a leitura do artigo e convida o público a assinar a newsletter para receber atualizações. Também oferece inscrição em um canal do WhatsApp.

Fonte: Vatican News. Leia o original.