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Análise: resultado das urnas deixa o fim da escala 6x1 mais distante, avalia colunista

Em coluna no UOL, Carlos Juliano Barros diz que o novo Congresso, mais conservador, dificulta a pauta e favorece uma nova reforma trabalhista

Análise: resultado das urnas deixa o fim da escala 6x1 mais distante, avalia colunista
Foto: TSE
6 de outubro de 2026publicação
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O resultado das eleições deixa o fim da escala 6x1 mais distante e uma nova reforma trabalhista mais perto, na avaliação do colunista Carlos Juliano Barros, em texto publicado nesta terça-feira (6) no UOL. Trata-se de uma análise, que expressa a opinião do autor.

Segundo ele, Rick Azevedo e Erika Hilton foram eleitos deputados federais pelo PSOL com votações expressivas, mas a pauta que lhes deu projeção nacional dificilmente deve prosperar diante da configuração amplamente conservadora do Congresso. A proposta reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso a quem tem carteira assinada, sem redução de salário.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), havia sinalizado que pautaria o início da discussão na Casa nesta terça. O governo Lula tenta manter o calendário, que exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação em plenário, enquanto a oposição trabalha para adiar a análise.

O colunista aponta que a direita bolsonarista, vencedora da eleição, tem planos que vão além de barrar o debate. Sob a liderança do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e relator da reforma trabalhista de 2017, o partido pretende rever a legislação trabalhista. Um dos instrumentos é a PEC 12/2026, apresentada por Marinho em maio, que acaba com o conceito de jornada mínima e cria o pagamento por hora efetivamente trabalhada.

Defensores da ideia a apresentam como liberdade para o trabalhador negociar a jornada com o empregador. Sindicalistas e especialistas em direito do trabalho criticam o texto e dizem que ele seria inconstitucional, por tirar a previsibilidade da renda e permitir, na prática, a redução indireta de salários.

O plano de governo de Flávio Bolsonaro também reforça o princípio do "negociado sobre o legislado" e promete reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos. Marinho, apontado como um dos favoritos à presidência do Senado, já disse que um eventual governo Flávio deve "revisitar" as reformas trabalhista e da Previdência.

As avaliações citadas são do colunista do UOL.