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Campanha de Flávio propõe transição de 2 anos no Bolsa Família, mas não detalha pagamento

Daniella Marques promete retorno automático ao programa se emprego ou negócio não se sustentarem. Entrevista não esclarece como funcionaria a proteção durante o período.

Campanha de Flávio propõe transição de 2 anos no Bolsa Família, mas não detalha pagamento
Foto: Senado Federal, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons, arquivo
19 de outubro de 2026publicação
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A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro - PL, Daniella Marques, propôs uma transição de 2 anos no Bolsa Família para beneficiários que busquem emprego com carteira assinada ou abram um negócio. A promessa é manter a proteção durante a busca de renda, com retorno automático se a atividade não se sustentar.

Na entrevista à rádio Central Brasileira de Notícias, a CBN Bahia, Marques não detalhou valores, critérios de renda ou pagamentos durante a transição. O relato não apresenta as regras atuais para comparação.

Marques defendeu o benefício como começo de uma jornada. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade”, afirmou Marques.

O apoio a quem tentar empreender, segundo ela, teria a Caixa e o Banco do Nordeste como referências para obtenção de crédito. “A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito”, disse Marques.

A coordenadora também anunciou que um eventual governo Flávio adotaria um plano emergencial de renegociação de dívidas. Famílias teriam carência de 6 meses para reorganizar seus débitos, enquanto micro e pequenas empresas contariam com 12 meses para recuperar a capacidade de pagamento.

Marques atribuiu o agravamento das dívidas a medidas do presidente Lula - PT às vésperas da eleição, classificadas por ela como eleitoreiras e “desesperadas”. O relato não traz resposta de Lula.

Ao tratar das despesas públicas, a coordenadora negou a intenção de reduzir programas sociais ou aposentadorias. Disse ainda que enfrentaria o que chamou de “campanha criminosa de fake news”.

“Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais”, declarou Marques, ao listar onde pretende concentrar os cortes.

Segundo a coordenadora, o ajuste das contas públicas é a base do plano para conter a dívida e abrir espaço à redução dos juros reais. Na avaliação dela, os juros contribuem para o endividamento de famílias e empresários.

Marques afirmou que a promessa de cortes de Flávio se dirige aos impostos e à burocracia. “O Brasil é um inferno para abrir um negócio”, disse a coordenadora.

Com informações do UOL.