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Colunista vê virada de Lula na pesquisa Vox Brasil; Datafolha ainda mostra Flávio à frente

Marco Damiani, do Brasil 247, diz que a chapa Lula-Alckmin reagiu no segundo turno, mas os institutos mostram cenários diferentes.

Colunista vê virada de Lula na pesquisa Vox Brasil; Datafolha ainda mostra Flávio à frente
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
10 de outubro de 2026publicação
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O editor especial do Brasil 247 Marco Damiani defende, em artigo de opinião publicado neste sábado (10), que a chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) está virando o jogo contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Para ele, o dado mais importante da semana é a nova pesquisa do instituto Vox Brasil. O texto saiu no portal Brasil 247, que avisa que o artigo é de responsabilidade do autor.

O que mostram as pesquisas

Divulgado na sexta-feira (9), o levantamento do Vox põe Lula com 44,2% e Flávio com 42,7%. Brancos e nulos somam 3,4%, e 9,7% não souberam responder. Como a margem de erro é de 2,15 pontos, há empate técnico. Nos votos válidos, Lula aparece com 50,86% e Flávio, com 49,14%. Na rodada anterior do instituto, feita entre 29 de setembro e 1º de outubro, o quadro era o inverso: Flávio tinha 48,2% e Lula, 45,2%. O Vox ouviu 2.100 eleitores pessoalmente entre 5 e 7 de outubro, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi paga pelo próprio instituto e está registrada no TSE sob o número BR-09623/2026.

Damiani aposta no Vox porque, segundo ele, o instituto acertou o primeiro turno. Na última pesquisa antes da votação, o Vox mostrava Flávio com 41,2% e Lula com 40,4% do total de entrevistados. Nas urnas, no domingo (4), Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, e Lula, com 45,16%. Os números não são comparáveis de forma direta, já que a pesquisa inclui brancos, nulos e indecisos, como lembrou a Exame.

O Datafolha da mesma semana aponta outro cenário. Divulgada na quinta-feira (8), a pesquisa trouxe Flávio com 49% e Lula com 45% do total, ou 52% a 48% nos votos válidos, segundo A Gazeta. O instituto ouviu 2.520 pessoas de 6 a 8 de outubro, com margem de erro de 2 pontos e confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e tem registro BR-02949/2026.

Os argumentos do colunista

No artigo, Damiani diz que o eleitor ficou com medo de propostas do adversário, como mudanças na Constituição e um ajuste fiscal que, na leitura dele, atingiria programas sociais. Nesta semana, Flávio afirmou que a PEC do fim da reeleição, da qual é autor, pode valer já para o mandato dele e que caberá ao Congresso decidir se serão quatro ou cinco anos, segundo o Correio. O colunista também aponta contradição no programa de rádio de Flávio deste sábado, que fala em mudança e, ao mesmo tempo, promete manter o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.

O texto cita o diretor do Vox, Alberto Barros: "O Lula não perdeu o seu eleitor, este é que, simplesmente, não foi votar no primeiro turno". Segundo Barros, a campanha concentra esforços no Nordeste, entre as mulheres e entre os católicos. O TSE registrou cerca de 33 milhões de abstenções no primeiro turno, de acordo com a Agência Brasil.

Damiani vê ainda reforço nos atos de estudantes universitários em apoio a Lula, organizados pela UNE nesta semana em várias cidades, inclusive em Palmas, na Universidade Federal do Tocantins, conforme a Agência Brasil. O segundo turno será no domingo, 25 de outubro.