Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, menor taxa para o período desde 2012
Ocupação atinge recorde de 103,6 milhões de pessoas, enquanto 38,8 milhões de trabalhadores estão na informalidade.

O Brasil registrou desemprego de 5,2% no 3º trimestre, o menor índice para esse período desde 2012. A população com trabalho chegou ao recorde de 103,6 milhões de pessoas, mas 38,8 milhões de trabalhadores estavam na informalidade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, nesta sexta-feira, 30 de outubro. A desocupação havia ficado em 5,4% no 2º trimestre de 2026 e em 5,6% no 3º trimestre de 2025.
O contingente sem trabalho passou de 5,9 milhões no trimestre de abril a junho para 5,6 milhões, redução de 4%, equivalente a 234 mil pessoas. Diante dos 6 milhões do mesmo período de 2025, o recuo foi de 6,9%, ou 417 mil pessoas.
Entre os ocupados, o crescimento trimestral foi de 0,6%, com mais 581 mil pessoas. Na comparação anual, houve acréscimo de 1,2%, correspondente a 1,2 milhão. A parcela da população em idade de trabalhar que estava ocupada alcançou o recorde de 59%, ante 58,8% no trimestre anterior, avanço de 0,2 ponto percentual. Em relação aos 58,7% de 2025, houve estabilidade.
A informalidade correspondeu a 37,5% dos ocupados. No trimestre anterior, eram 37,4% e 38,6 milhões de trabalhadores; no mesmo período de 2025, 37,8% e 38,7 milhões.
O rendimento habitual real de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% acima do valor de 2025, com ganho de R$ 131. Já a massa de rendimentos alcançou o recorde de R$ 387,5 bilhões: cresceu 1,5%, ou R$ 5,6 bilhões, no trimestre, e 4,7%, ou R$ 17,5 bilhões, no ano.