Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama: Tocantins deve ter cerca de 350 casos novos em 2026
Nesta segunda-feira, 19 de outubro, a data reforça o valor do diagnóstico precoce. No SUS, a mamografia de rastreamento é a cada 2 anos para mulheres de 50 a 74 anos.

Esta segunda-feira, 19 de outubro, é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, data que fica no meio do Outubro Rosa, o mês de conscientização sobre a doença. No Tocantins, o Instituto Nacional de Câncer, o INCA, estima cerca de 350 casos novos de câncer de mama em 2026.
No Brasil, a estimativa do INCA para o período de 2026 a 2028 é de 78,6 mil casos novos por ano, um risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Sem contar os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais frequente entre as brasileiras e responde por cerca de 30% dos casos de câncer previstos na população feminina.
A região Norte tem a menor taxa do país, com 31,28 casos a cada 100 mil mulheres. A maior é a do Sudeste, com 88,29. A doença é mais comum depois dos 50 anos, mas os casos em mulheres mais jovens vêm aumentando.
Quem pode fazer a mamografia pelo SUS
A nota técnica do Ministério da Saúde publicada em 2025 ampliou a faixa do rastreamento. A mamografia de rotina, para quem não tem sintomas, é indicada a cada 2 anos para mulheres de 50 a 74 anos. Antes, o limite era 69 anos.
Segundo o INCA, o SUS não restringe o exame para mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos sem sintomas que queiram fazer a mamografia, desde que sejam orientadas por um profissional de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios. O pedido começa na unidade básica de saúde do bairro.
Sinais de alerta
Mulher de qualquer idade que perceber alguma mudança nas mamas deve procurar atendimento sem esperar a idade do rastreamento. Os sinais mais comuns são:
- caroço na mama, firme, fixo e geralmente sem dor;
- pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
- mudança no formato do mamilo;
- saída espontânea de líquido pelo mamilo;
- pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.
Segundo o INCA, essas alterações nem sempre são câncer, mas precisam ser investigadas o quanto antes.
Excesso de peso, falta de atividade física e consumo de bebida alcoólica estão entre os fatores ligados a um risco maior da doença. Manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar o álcool ajudam a reduzir esse risco.
O câncer de mama segue entre as principais causas de morte por câncer entre as mulheres no país. Descoberto no começo, tem mais chance de tratamento com sucesso. Por isso, a orientação é não deixar a consulta e os exames para depois.