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Em Natal, Lula questiona de onde sairia corte de R$ 250 bilhões atribuído à equipe de Flávio

Valor vem de estudos atribuídos pela Folha de S.Paulo à equipe econômica do candidato do PL; a campanha de Flávio diz que as medidas não são proposta oficial.

Em Natal, Lula questiona de onde sairia corte de R$ 250 bilhões atribuído à equipe de Flávio
Foto: Ricardo Stuckert
10 de outubro de 2026publicação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cobrou neste sábado (10), em ato de campanha em Natal (RN), explicações sobre o corte de gastos de até R$ 250 bilhões atribuído à equipe do adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Lula disse que "é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte", em discurso registrado pelo portal Brasil 247 e pelo jornal O Tempo.

Na sequência, o presidente afirmou: "Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos". Ele citou banqueiros, empresários, o sistema financeiro e fazendeiros entre os que, segundo ele, nunca entram na conta, e disse que os cortes sempre recaem sobre os mais pobres.

O valor vem de reportagem da Folha de S.Paulo divulgada nesta semana. Segundo o jornal, a equipe econômica de Flávio estuda corrigir aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) apenas pela inflação e mudar a regra dos gastos mínimos com saúde e educação, num ajuste de cerca de 2% do PIB. A campanha nega que isso seja proposta oficial. "Não se pode transformar conversas informais, interpretação de terceiros ou especulação sobre o cenário econômico em posição oficial de uma candidatura", afirmou a assessoria do candidato, segundo o Correio. O próprio Flávio disse que não vai mexer no reajuste dos aposentados: "Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa". O senador usa o termo "tesouraço" para defender cortes na máquina pública, sem detalhar valores.

No discurso, Lula disse que encontrou cortes no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida e no salário mínimo quando voltou ao governo, em 2023, e defendeu a distribuição gratuita de remédios de uso contínuo. Sobre os combustíveis, afirmou que o governo usa recursos do petróleo exportado pela Petrobras para conter a alta dos preços provocada pela guerra. "Estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro", declarou.

O ato teve a presença de Cadu de Lula (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte no segundo turno, e de governadores reeleitos no primeiro turno, como Jerônimo Rodrigues (Bahia), Rafael Fonteles (Piauí), Elmano de Freitas (Ceará) e Lucas Ribeiro (Paraíba), de acordo com O Tempo. Lula comparou Cadu, que foi secretário da Fazenda no governo Fátima Bezerra, a Fonteles, que também comandou a Fazenda antes de se eleger governador do Piauí. O segundo turno será em 25 de outubro.