Igreja Católica

Esmoleiro do Papa encerra missão na Ucrânia com apoio a instituições e encontro com mães

Visitas a Kiev e Fastiv concluíram agenda de três dias, com cerca de 2.800 quilômetros percorridos e ajuda a 12 instituições das Igrejas Latina e Greco-Católica

Esmoleiro do Papa encerra missão na Ucrânia com apoio a instituições e encontro com mães
Foto: Edgar Beltrán/The Pillar, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
2 de novembro de 2026publicação
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Dom Luis Marín de San Martín, esmoleiro do Papa, encerrou em 30 de outubro uma missão de três dias na Ucrânia, país da Europa Oriental, com visitas a instituições de Kiev e Fastiv. A viagem levou solidariedade e apoio da Igreja em nome do Papa a pessoas atingidas pela guerra. No encerramento do itinerário, a comitiva conheceu serviços de acolhimento e ouviu mães de soldados mortos ou desaparecidos.

Ao longo da missão, a delegação percorreu aproximadamente 2.800 quilômetros e visitou 12 instituições das Igrejas Latina e Greco-Católica. A agenda incluiu encontros com padres, voluntários, pessoas deslocadas, crianças sozinhas, pessoas com deficiência e doentes. Todos os locais visitados receberam apoio concreto do Papa, com ajuda que permitirá a continuidade dos projetos mantidos pelas instituições.

Em Fastiv, a aproximadamente uma hora de Kiev, mães ucranianas receberam o esmoleiro com flores nas mãos. As flores lembravam os filhos mortos ou cujo destino permanece desconhecido. Reunidas, as mulheres compartilharam o sofrimento e buscaram conforto umas nas outras. Elas contaram suas histórias a dom Luis Marín de San Martín e mostraram, no celular, fotografias dos filhos.

O encontro ocorreu no Centro Humanitário São Martinho de Porres, dos padres dominicanos, que acompanha mães de soldados mortos ou desaparecidos na guerra. O diretor da instituição, padre Mykhailo Romaniv, recebeu a delegação. Voluntários e psicólogos acompanham as mulheres no centro. Durante a visita, os participantes rezaram pelos filhos dessas mães e por todas as vítimas da guerra.

Fastiv foi a segunda etapa daquele dia, após uma noite de ataques com mísseis e drones em Kiev. Sirenes, clarões e explosões marcaram a noite na capital ucraniana. A programação começou com uma missa na Nunciatura Apostólica e prosseguiu com a visita à casa das Missionárias da Caridade, conhecidas como Irmãs de Madre Teresa, na periferia de Kiev.

No caminho até a casa, a comitiva passou por bairros com edifícios destruídos e escombros. O arcebispo Visvaldas Kulbokas, núncio apostólico, acompanhou o esmoleiro, assim como Massimo Ralli, subsecretário do Dicastério para o Serviço da Caridade. Na instituição, dom Luis rezou o Pai Nosso em ucraniano com os presentes, e as pessoas acolhidas relataram suas dificuldades aos integrantes da delegação.

Acolhimento e distribuição de ajuda

As religiosas recebem aproximadamente 50 pessoas em situação de extrema pobreza, entre deslocados, pessoas com deficiência e doentes. Alguns estão acamados. Os espaços de acolhimento dispõem de camas e cadeiras para guardar os pertences que essas pessoas trouxeram depois de serem abandonadas em suas casas. O trabalho da instituição busca proteger cada acolhido e respeitar sua dignidade.

A responsável pela casa apresentou os espaços de armazenamento dos alimentos, abastecidos com contribuições diárias de benfeitores. A instituição também possui um pequeno jardim, usado pelos hóspedes para refeições e orações coletivas nos dias de clima mais ameno. A casa recebeu apoio do Papa, e a comitiva levantou as necessidades urgentes para oferecer, futuramente, mais auxílio às religiosas.

O itinerário incluiu ainda a DePaul Ucrania, obra dos Vicentinos que acolhe pessoas deslocadas pela guerra. Com a ajuda de voluntários e da Santa Sé, a instituição oferece pequenos empregos e cursos de capacitação. Os acolhidos encontram ali oportunidades para recomeçar e ter um espaço próprio. A visita permitiu à delegação conhecer esse trabalho de acolhimento e capacitação.

Na sequência do percurso, a comitiva viajou de Kiev a Fastiv em aproximadamente uma hora. Além do encontro com as mães, padre Mykhailo apresentou outras atividades do Centro Humanitário São Martinho de Porres. A instituição distribui alimentos, roupas e medicamentos, inclusive nas zonas de combate. Padres e voluntários atravessam diariamente o país para viabilizar as entregas, sustentadas também pelas contribuições de doadores.

O centro mantém um refeitório social que serve refeições quentes a pessoas pobres. A Esmolaria Apostólica apoia esse serviço nos últimos anos. A distribuição de itens necessários à população e o atendimento no refeitório fazem parte das atividades apresentadas à delegação durante a passagem por Fastiv, onde terminou o itinerário pelas instituições das duas cidades.

As orações ao longo da missão expressaram entrega a Deus e desejo de paz. Entre visitas, relatos e encontros, a delegação levou o apoio do Papa aos serviços que atendem pessoas afetadas pela guerra. O relato da viagem foi publicado pelo Vatican News, que também convida os leitores a assinar sua newsletter e acompanhar seu canal no WhatsApp.

Fonte: Vatican News. Leia o original.