Flávio Bolsonaro promete acabar com o que chama de "entraves ambientais" no Pará
Candidato disse que produtores poderão fazer o que quiserem em suas terras, mas não detalhou as medidas. Estado tem terras indígenas, unidades de conservação e conflitos fundiários.

Flávio Bolsonaro - PL prometeu eliminar o que chamou de "entraves ambientais por razões ideológicas" no Pará e afirmou que produtores poderão fazer o que quiserem em suas propriedades. O candidato à Presidência apresentou a promessa nesta segunda-feira, 19 de outubro, em Marabá, sem detalhar as medidas que adotaria caso fosse eleito.
A proposta sinaliza uma flexibilização das normas ambientais e fundiárias em um estado com presença expressiva de terras indígenas, unidades de conservação e áreas federais. O Pará também é marcado por conflitos pela terra, contexto em que o candidato defendeu autonomia para os proprietários rurais.
"Eu vou fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu. A sua terra vai ser sua no papel. Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar", afirmou Flávio.
A declaração ocorreu durante a passagem do candidato pelo sudeste do Pará. Ele participou de uma motocarreata com apoiadores, ao lado do governador eleito no 1º turno, Dr Daniel - Podemos, e do prefeito de Marabá, Toni Cunha - PL.
O desembarque no aeroporto de Marabá foi por volta das 10h20. Depois, Flávio percorreu as ruas da cidade em cortejo. A mobilização ocupou vias do município e uma ponte, onde ele falou sobre demandas locais relacionadas a trabalho e infraestrutura.
Na área de segurança pública, o candidato defendeu penas de prisão mais longas para roubos e a castração química. Ao abordar o combate à criminalidade, prometeu recuperar para a população o controle de ruas, bairros, cidades e territórios, além de proteger os bens pessoais.
Flávio embarcou para sair de Marabá por volta das 12h40. A agenda seguinte estava prevista para as 20h, em Manaus, no Amazonas.
Com informações do g1.