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Flávio diz que cargo para o pai está fora do radar e descarta Eduardo como chanceler

Candidato não excluiu nomeação de Jair Bolsonaro em eventual governo e afirmou que respeitará o resultado das urnas. Na entrevista, também prometeu manter direitos trabalhistas e pisos de saúde e educação.

Flávio diz que cargo para o pai está fora do radar e descarta Eduardo como chanceler
Foto: Foto: Carlos Moura/Agência Senado, arquivo
17 de outubro de 2026publicação
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Flávio Bolsonaro - PL afirmou que uma nomeação do pai, Jair Bolsonaro - PL, não está em seus planos atuais e descartou o irmão Eduardo Bolsonaro como chanceler em um eventual governo. Na sabatina televisiva de sexta-feira, 16 de outubro, o candidato não excluiu a possibilidade de oferecer um cargo ao ex-presidente.

Ao responder sobre o pai, Flávio disse que não houve pedido ou conversa sobre uma função no Executivo. “O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo. Nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”, declarou.

O senador apresentou a proximidade familiar como uma possibilidade de consultar alguém que já ocupou a Presidência. Sobre uma eventual nomeação, resumiu: “Não está no radar.”

A declaração sucede uma manifestação de maio, quando admitiu expressamente essa hipótese. “Se ele quiser exercer algum cargo no meu governo, é óbvio que ele vai exercer, sim”, afirmou naquela ocasião.

No caso de Eduardo, a resposta foi direta: “Não. Ele não vai ser meu chanceler.” Flávio também chamou o irmão de perseguido político e afirmou que sua atuação fora do Brasil seria reconhecida futuramente como uma defesa da democracia.

O candidato acusou Lula - PT de divulgar informações falsas sobre suas propostas econômicas. Afirmou que a troca de governo seria a principal providência para melhorar as contas públicas e negou planos de extinguir aposentadorias ou privatizar estatais.

Flávio atribuiu ao adversário a divulgação de que seu governo acabaria com aposentadorias e servidores públicos e venderia Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. Também prometeu preservar os reajustes do salário mínimo acima da inflação e os pisos constitucionais de saúde e educação.

Sobre a duração de um eventual governo, o senador declarou que não buscará um segundo mandato, mesmo que o Congresso mantenha a possibilidade de reeleição. Ele ainda rejeitou a necessidade de ampliar para cinco anos o mandato presidencial.

“Sim, abriria mão. Eu só preciso de um mandato. Eu só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade”, afirmou Flávio.

Na entrevista, o candidato foi questionado sobre um pedido de quase R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Os valores apresentados durante a sabatina indicavam que cerca de R$ 70 milhões haviam sido destinados ao projeto.

Flávio negou irregularidades e disse que se tratava de patrocínio privado, sem contrapartida, para uma produção privada. Apesar da pergunta sobre os recursos, não detalhou as contas do filme.

Outra questão tratou da diferença entre o montante solicitado e os R$ 75 milhões apresentados como custo da produção. O senador respondeu que o contrato não foi cumprido integralmente e que outros investidores ajudaram a finalizar o projeto.

O candidato também afirmou que não buscará reverter o fim da escala 6x1. Depois de criticar a proposta, ele mudou sua posição e votou favoravelmente à medida.

Ao explicar essa mudança, Flávio disse ter percorrido o país e ouvido trabalhadores. Segundo ele, a percepção de que a maioria apoiava o fim da escala orientou seu voto no Congresso.

O senador declarou que respeitará a decisão parlamentar e que os direitos trabalhistas estão garantidos. Defendeu, ainda, mais liberdade para os trabalhadores organizarem suas escalas.

Flávio associou a discussão sobre jornada à necessidade de recuperar o poder de compra. Na sua avaliação, um dia a mais de descanso não resolve, sozinho, as dificuldades financeiras enfrentadas pela população.

Na área fiscal, prometeu eliminar pelo menos dez dos 39 ministérios existentes e utilizar imóveis públicos para obter receitas. As iniciativas integram o ajuste de R$ 200 bilhões defendido pelo candidato.

Ao abordar saúde e educação, negou que pretenda alterar os pisos constitucionais. Afirmou também que manterá a política de aumento do salário mínimo acima da inflação, ao apresentar suas propostas para as despesas públicas e a renda dos trabalhadores.

Questionado sobre uma eventual derrota, Flávio declarou que aceitará o resultado eleitoral. Apesar disso, afirmou estar convicto de que os brasileiros optarão pela mudança de governo no segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.

“Eu vou disputar as eleições com as regras que estão aí. Independente de qual for o resultado eu vou respeitar, só que eu tenho a convicção de que o Brasil já escolheu a mudança”, disse o candidato.