Igreja Católica

III Seminário Nacional das Missões Populares começa nesta sexta-feira em Sobradinho

Encontro terá formação, celebrações e debates sobre a continuidade missionária; programação segue até domingo, com Missa de Envio às 11h

III Seminário Nacional das Missões Populares começa nesta sexta-feira em Sobradinho
Foto: Agência Brasília, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Por CNBB
1 de novembro de 2026publicação
3 minleitura

O III Seminário Nacional das Missões Populares começa nesta sexta-feira e segue até domingo na Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Sobradinho I, na região administrativa de Sobradinho, em Brasília, DF. O encontro reunirá missionários, lideranças e religiosos de várias regiões brasileiras para atividades de formação, celebrações e convivência.

Com o tema “Passemos para a outra margem”, referência a Mc 4,35, o seminário é promovido pela Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial, que integra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB. A abertura está prevista para as 18h de sexta-feira, com procissão e vela missionária.

Após a procissão, a mesa de abertura apresentará os conferencistas. O padre José Valdo dos Santos, pároco anfitrião, fará a acolhida. A saudação será feita por dom Paolo Andreolli, bispo referencial do Conselho Missionário Nacional, Comina, e bispo eleito de Ponta de Pedras, PA.

Os organizadores distribuíram as atividades em quatro eixos temáticos. O primeiro aborda memória, identidade e encantamento. O segundo trata de Igreja Sinodal e Eclesiologia da Missão. O terceiro discute desafios contemporâneos, enquanto o quarto reúne metodologia, continuidade e estado permanente. A proposta é construir um percurso pedagógico e espiritual entre memória, missão, identidade e compromisso.

Os estudos abordarão a memória das missões populares, a identidade missionária e a missão como processo espiritual. A sinodalidade missionária será aprofundada a partir do chamado da Igreja à missão. Os debates sobre desafios contemporâneos incluem conjuntura socioeclesial, mundo digital, grandes centros, juventude, periferias e fronteiras.

A continuidade missionária para além de eventos pontuais também estará em discussão. A metodologia inclui conferências, rodas de conversa e grupos temáticos. Haverá ainda painel de testemunhos e noite cultural, além de momentos de oração com atenção especial à meditação da Liturgia das Horas.

Frei Anderson Teodoro, frade capuchinho e um dos organizadores, explica que as missões populares começaram vinculadas às congregações religiosas e passaram a ser assumidas também por comunidades paroquiais e diocesanas. Segundo ele:

“Elas começam ainda no período Colonial e ganham sua forma mais conhecida no Brasil Império, no século XIX, quando os religiosos percorriam as comunidades fazendo aquela missão de casa em casa, de povoado em povoado. Cada congregação tinha o seu jeito próprio de missionar: os capuchinhos, os frades menores, os carmelitas, os jesuítas, os redentoristas, cada família religiosa com o seu método, sua estilo e sua espiritualidade. Com o tempo, a missão deixou de ser exclusiva das congregações e passou a ser assumida também nas dioceses, comunidades, as paróquias e o povo se tornando protagonista. É por isso que a missão popular continua tão atual: ela não é um evento isolado, é um processo contínuo de uma Igreja que sai ao encontro da vida das pessoas, onde quer que elas estejam”

No domingo, Solenidade de Todos os Santos, a Missa de Envio começará às 11h, no espaço paroquial. A celebração incluirá a bênção da carta-compromisso elaborada ao término do encontro. O seminário poderá ser acompanhado pelo Instagram e pelo site da comissão.

Fonte: CNBB. Leia o original.