Igreja Católica

Leão XIV preside missa por cardeais e bispos falecidos e reafirma fé na ressurreição

Na Basílica de São Pedro, pontífice relacionou a oração pelos mortos à comunhão dos santos e pediu que a memória ultrapasse a nostalgia

Leão XIV preside missa por cardeais e bispos falecidos e reafirma fé na ressurreição
Foto: Edgar Beltrán/The Pillar, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
7 de novembro de 2026publicação
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O papa Leão XIV presidiu, na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, uma missa pelos cardeais e bispos que morreram ao longo de 2026. A celebração ocorreu no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana, na Basílica de São Pedro. Aos fiéis, o pontífice reafirmou a fé na ressurreição e apresentou a comunhão como promessa que permanece após a morte.

Ao citar João, capítulo 12, versículo 26, Leão XIV ressaltou o convite para acompanhar Jesus e afirmou que esse caminho envolve provações e sofrimento. “Quem segue Cristo, de fato, torna-se seu servo e sempre estará lá onde Ele está, justamente porque O seguiu no caminho”.

As orações pelos religiosos motivaram uma reflexão sobre o significado espiritual da memória. O papa destacou a esperança na ressurreição e a comunhão dos santos como fundamentos do sufrágio pelos falecidos. Segundo ele, embora a comunhão terrena apresente limitações e falhas, ela permanece quando entregue a Deus.

A liturgia incluiu o relato de Judas Macabeu, cujos companheiros morreram em combate e eram culpados de idolatria. Judas os entregou à misericórdia divina e ofereceu um sacrifício para buscar a absolvição dos pecados deles. Leão XIV interpretou essa iniciativa como expressão de fé e relacionou a oração pelos mortos à esperança do Mistério Pascal.

“O gesto de Judas é, antes de tudo, um ato de fé, pois ele oferece seu sacrifício ‘na firme confiança de que os mortos ressuscitariam’. À luz de Jesus, que é o próprio autor da ressurreição, também nós rezamos por nossos falecidos em virtude desta grande esperança que nos é dada no Mistério Pascal.”, afirmou o papa.

A homilia associou a oração pelos falecidos à celebração da vida, primeiro a de Cristo ressuscitado e, depois, a vida humana que ressuscita nele. “Não deixemos, portanto, que a recordação dos falecidos se reduza à mera nostalgia: na fé, meditemos sem medo sobre o mistério da morte, porque o Senhor está vivo, nos espera e já preparou um lugar para nós na casa do seu Pai”.

Segundo o pontífice, a Igreja celebra essa confiança e esperança em união com os santos. Ele descreveu a Igreja como comunhão entre Cristo, sua cabeça, e seus membros, reunindo quem contempla Deus e quem permanece na caminhada.

“Em Cristo, a morte não desfaz os laços, mas os transfigura numa nova dimensão, que só pode ser compreendida no mistério do seu amor, doado até o fim na cruz e derramado após a vitória pascal.”, afirmou Leão XIV.

A publicação ocorreu na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, às 7h46, com atualização às 7h47 do mesmo dia. A imagem da celebração tem crédito REUTERS/Remo Casilli.

Fonte: Canção Nova. Leia o original.