Lula anuncia abertura de sigilos ao TSE e desafia Flávio a fazer o mesmo no 2º turno
Presidente diz que entregará autorização nesta terça-feira, 20 de outubro. Medida inclui dados da família e integra a reação aos ataques no debate.

O presidente Lula - PT anunciou nesta segunda-feira, 19 de outubro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que abrirá seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os da família ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Ele desafiou Flávio Bolsonaro - PL a autorizar o mesmo acesso, levando a disputa sobre transparência para a campanha do 2º turno.
A autorização será enviada nesta terça-feira, 20 de outubro, ao presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques. Lula também mencionou o acesso aos dados telefônicos dos seus 5 filhos, entre eles Fábio Luis, conhecido como Lulinha, que é investigado pela Polícia Federal.
“Estou mandando para o senhor presidente do Tribunal Superior Eleitoral, abrindo o meu sigilo telefônico, o meu sigilo bancário e da minha família e dos meus filhos, exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo”, declarou Lula no ato de campanha.
O presidente afirmou que não aceitará continuar sendo chamado de ladrão pelo adversário. “É preciso, de uma vez por todas, acabar com a história de ladrão. Ficar chamando gente honesta de ladrão”, disse Lula.
O desafio surgiu no debate após Flávio acusar o presidente de ser batedor de carteira e atribuir corrupção ao governo e a Lulinha. Na ocasião, Lula defendeu a abertura dos dados para identificar quem “é ladrão”.
O ex-ministro Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha, havia antecipado a iniciativa. Ele vinculou a medida à votação de domingo, 25 de outubro.
“Vamos abrir o nosso sigilo bancário e fiscal para que o povo brasileiro possa saber quem é quem nesse país. Para mim, eu acho que a decisão é importante para dar clareza e transparência para o povo brasileiro saber escolher, no dia 25, quem deve continuar a ser o presidente da República”, afirmou Camilo.
Ao avaliar o debate da Band, Camilo criticou as provocações e os gestos de Flávio atrás de Lula e disse que o senador não quis discutir propostas. A campanha testou o desafio em pesquisas internas e o levou às redes sociais para pressionar o adversário após o confronto. Segundo o coordenador, o assunto continuará na agenda da semana.
Com informações do UOL.