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Lula diz que passe livre nos fins de semana será bancado por emendas parlamentares

Em sabatina ao SBT, presidente prevê disputa com o Congresso pelo financiamento e cita viagens para lazer e visitas a parentes entre os usos do benefício.

Lula diz que passe livre nos fins de semana será bancado por emendas parlamentares
Foto: ProtoplasmaKid, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons, arquivo
19 de outubro de 2026publicação
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O presidente Lula - PT afirmou que vai financiar com emendas parlamentares o passe livre no transporte coletivo aos fins de semana, para que os usuários possam passear e visitar parentes. A declaração foi exibida na noite desta segunda-feira, 19 de outubro, em sabatina ao Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT.

Em resposta às críticas sobre gastos do Estado com novos benefícios, Lula reconheceu que destinar emendas à gratuidade exigirá disputar os recursos com o Congresso.

“Vai ser uma briguinha com o Congresso Nacional. Mas isso é parte da democracia. Todo deputado vai querer fazer uma concessão das suas emendas para que os seus eleitores possam passear no final de semana e visitar parentes. Eu, sinceramente, acho que não vai ter problema”, afirmou Lula.

Gravada pela manhã em São Paulo, antes da viagem a Porto Alegre, a entrevista foi ao ar no SBT Brasil.

Sobre a escala 6x1, Lula disse que a proposta de emenda à Constituição, a PEC, permite negociar regras com as categorias de trabalhadores. Ele disse que o texto “não é uma lei marcial”.

Lula admitiu que o Congresso do ano seguinte poderia reverter a medida, mas duvidou que retire o direito. “O fim da escala 6x1 foi uma conquista do povo brasileiro”, declarou o presidente.

Outro assunto da entrevista foi a mudança de posição de Lula sobre reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos. “Eu acho que nós, seres humanos, temos que ter a capacidade de mudar de opinião quando nós estamos convencidos de que é importante”, disse ele.

Segundo Lula, a discussão já aparecia na campanha presidencial de Fernando Haddad, em 2018. O presidente relatou que, diante da defesa feita pela direita de redução para 14 anos na proposta de emenda à Constituição sobre segurança, pediu ao líder no Senado, Camilo Santana, que incluísse a previsão de 16 anos para crimes hediondos.

Lula relacionou sua posição ao direito de votar aos 16 anos e afirmou que jovens que cometam crimes hediondos devem receber punição rigorosa. Ao defender a medida, também mencionou a possibilidade de dirigir nessa idade.

Sobre Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, Lula rejeitou interpretar a indicação recusada pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal como uma derrota pessoal.

“Eu não tive desgaste nenhum com a indicação do Messias. Quem teve desgaste foi quem não aprovou, não fui eu. Eu indiquei um nome que juridicamente tem toda a competência”, afirmou Lula. Ele não esclareceu se voltará a apresentar o nome de Messias para a vaga no tribunal.

Com informações do UOL.