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Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico no segundo turno, aponta Palver

Lula registra 49% e Flávio Bolsonaro, 50%, com margem de erro máxima de 2,3 pontos percentuais. Pesquisa também detalha transferência de votos, abstenção e razões para a escolha dos candidatos.

Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico no segundo turno, aponta Palver
Foto: Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
15 de outubro de 2026publicação
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A Palver registrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva - PT e Flávio Bolsonaro - PL na disputa pelo segundo turno da Presidência. O presidente soma 49% das intenções de voto, e Flávio, 50%. A distância de um ponto percentual está dentro da margem de erro máxima de 2,3 pontos percentuais.

O levantamento foi realizado de sábado, 10 de outubro, a terça-feira, 13 de outubro. A disputa permanece equilibrada a dez dias da segunda votação das eleições de 2026, conforme os dados apresentados.

Na medição de certeza do voto, 49% dos entrevistados afirmam estar decididos a escolher Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, enquanto 48% dizem o mesmo sobre Lula, do Partido dos Trabalhadores. A rejeição ao presidente chega a 50%, percentual dos que descartam votar nele em qualquer circunstância. Para Flávio, essa rejeição é de 48%.

A defesa da democracia é a principal razão da escolha para 37% dos eleitores de Lula. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 34% indicam como motivo determinante a rejeição ao partido do presidente.

Os receios sobre o resultado também estão próximos: 48% demonstram maior preocupação com a possibilidade de Lula ser reeleito, e 47% temem mais a eleição de Flávio Bolsonaro. O levantamento identifica diferenças nas bases sociais e regionais das duas candidaturas.

Abstenção e transferência de votos

Entre os eleitores que não compareceram ao primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro, Lula tem 59% da preferência, contra 28% de Flávio. A diferença de 31 pontos percentuais representa uma possibilidade de crescimento da votação do presidente, condicionada ao comparecimento de parte desse grupo às urnas.

As razões apresentadas para a ausência indicam dificuldades para converter essa preferência em voto. Dos entrevistados que se abstiveram, 37% estavam viajando e 21% tinham o título eleitoral registrado em outro município.

Esses motivos apontam para obstáculos logísticos entre parte dos que faltaram à primeira votação, sem que a ausência corresponda necessariamente a desinteresse pela eleição presidencial. Conseguir a participação desses eleitores é um desafio para a campanha de Lula no intervalo restante até o segundo turno.

A transferência de votos varia conforme a escolha feita na primeira etapa. Entre os eleitores de Augusto Cury - Avante, 64% pretendem votar em Lula e 32% em Flávio Bolsonaro. Já entre os que escolheram Ronaldo Caiado - PSD, do Partido Social Democrático, Flávio alcança 61%, enquanto Lula fica com 35%.

O grupo que votou em Renan Santos - Missão se divide em parcelas iguais de 41% para cada finalista. Os outros 18% pretendem votar em branco ou anular. Como esses recortes reúnem poucos entrevistados, as estimativas têm precisão limitada e não permitem conclusões definitivas sobre a transferência de votos.

Economia, serviços públicos e diferenças entre os eleitores

No Nordeste e entre quem recebe o Bolsa Família, Lula apresenta maior apoio. Flávio Bolsonaro tem desempenho mais favorável no Sul, no Centro-Oeste e entre os evangélicos. A pesquisa registra ainda uma diferença de quase 20 pontos percentuais no comportamento eleitoral de homens e mulheres.

A avaliação da economia figura entre os fatores associados à dificuldade de Lula para ampliar seu apoio eleitoral. A gestão do presidente recebe desaprovação de 51% dos entrevistados e aprovação de 48%. Quase metade considera que o país está em situação pior do que nos últimos 12 meses.

O custo de vida ocupa o primeiro lugar entre as preocupações das famílias para 34% dos participantes. Essa percepção muda conforme o candidato escolhido: o problema é apontado como o mais preocupante por 51% dos eleitores de Flávio e por 15% dos apoiadores de Lula.

Na comparação sobre preparo para lidar com os problemas nacionais, Flávio Bolsonaro obtém avaliações mais favoráveis em segurança pública, controle da dívida, combate à inflação e enfrentamento da corrupção. Lula leva vantagem no combate à pobreza. Em saúde e educação, as avaliações dos dois estão empatadas.

Apesar da avaliação negativa de parte dos entrevistados sobre a economia recente, 70% esperam melhora da economia brasileira nos próximos 12 meses. A expectativa aparece nas duas bases eleitorais e, segundo o levantamento, não se traduz em benefício eleitoral evidente para uma candidatura específica.

Escolhas permaneceram estáveis na reta final do primeiro turno

A decisão presidencial já estava tomada antes da última semana da campanha do primeiro turno para 95% dos entrevistados, que mantiveram sua escolha. Apenas 4% disseram ter mudado de candidato ou definido o voto naquele período.

Entre os que alteraram a escolha, 51% decidiram de domingo, 27 de setembro, a sexta-feira, 2 de outubro. Outros 8% fizeram isso no sábado anterior à eleição, 3 de outubro, e 20% escolheram no próprio domingo da votação, 4 de outubro.

A percepção de que o candidato inicialmente escolhido não conseguiria disputar o segundo turno motivou 23% dos que trocaram de voto. Outros 9% buscaram contribuir para encerrar a eleição já no primeiro turno, e mais 9% queriam impedir que um candidato rejeitado vencesse.

Juntas, essas três razões correspondem a 41% das mudanças e indicam o peso do cálculo estratégico entre os eleitores que reconsideraram o voto. A influência direta de debates ou propaganda eleitoral foi mencionada por 7%, enquanto notícias ou denúncias foram apontadas por outros 7%.

Entre os entrevistados que mudaram de preferência, 23% eram apoiadores de Augusto Cury e 21%, de Flávio Bolsonaro. Os eleitores de Lula, Renan Santos e Ronaldo Caiado representavam, cada um, 13% desse grupo.

As conclusões sobre essas mudanças também exigem cautela. O recorte de pessoas que alteraram a preferência eleitoral tem menos de 200 entrevistas, quantidade que limita a precisão estatística dos resultados apresentados para esse segmento.

Como o levantamento foi realizado

A pesquisa reuniu 5.000 entrevistas no período de sábado, 10 de outubro, a terça-feira, 13 de outubro. O tamanho efetivo da amostra informado é de 1.783 entrevistados, com margem de erro máxima de 2,3 pontos percentuais.

O registro no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, tem o número BR-08028/2026. A coleta utiliza uma amostra pela internet, de caráter não probabilístico, com participantes recrutados por anúncios em redes sociais. Depois da coleta, os resultados passam por calibração que considera a votação do primeiro turno.

Com informações do Brasil 247.