Lula vira no Rio e em Macapá e amplia espaço nas capitais em relação a 2022
Comparação dos turnos de 2026 também mostra mudança de liderança em Minas Gerais. No estado do Rio, Flávio Bolsonaro venceu com vantagem menor.

Lula - PT reverteu a liderança de Flávio Bolsonaro - PL nas capitais Rio de Janeiro e Macapá entre o 1º e o 2º turno de 2026. Reeleito presidente no domingo, 25 de outubro, o petista também passou à frente em Minas Gerais. A comparação com 2022 indica avanço de Lula em quase todas as capitais, inclusive onde terminou derrotado.
O quadro das capitais, porém, não reproduziu integralmente a votação dos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, a mudança ocorreu na cidade, enquanto o resultado estadual continuou favorável a Flávio. Já no Amapá, Lula venceu tanto na capital quanto no conjunto do estado.
Na cidade do Rio, Flávio havia recebido 47,88% dos votos válidos no 1º turno, equivalentes a 1.662.354 votos. Lula ficou com 43,91%, ou 1.524.517 votos. A capital fluminense é uma das principais bases do bolsonarismo e da atuação política da família Bolsonaro.
Flávio fez 5 visitas à cidade durante a campanha, incluindo seu último ato antes da votação final. Lula realizou ali seu penúltimo compromisso de campanha, uma caminhada com uma multidão na orla de Copacabana.
No 2º turno, o resultado carioca foi de 51,54% dos votos válidos para Lula, que alcançou 1.898.391 votos. Entre as etapas da eleição, o presidente ganhou 7,63 pontos percentuais e somou mais 373.874 votos.
Capital e estado tiveram resultados distintos no Rio
No estado do Rio de Janeiro, os percentuais do 1º turno foram de 53,01% para Flávio e 39,41% para Lula. Na votação seguinte, Flávio obteve 53,1%, enquanto o petista chegou a 46,9%. A distância caiu de 1,27 milhão de votos para 604 mil votos.
Em Macapá, a liderança inicial de Flávio foi de 47,16% dos votos válidos, com 124.378 votos. Lula havia registrado 43,30%, correspondentes a 114.179 votos. Na etapa final, o presidente atingiu 50,99% e venceu com 125.479 votos.
O crescimento de Lula na capital amapaense foi de 7,69 pontos percentuais, com acréscimo de 11.300 votos. Assim como no Rio, o eleitorado da capital mudou o candidato que havia colocado na frente no 1º turno.
No conjunto do Amapá, Lula já tinha uma vantagem inicial, mas de apenas 225 votos: recebeu 45,71%, ante 45,67% de Flávio. No 2º turno, ampliou a distância para 24.294 votos, com 52,88% contra 47,12%.
Minas Gerais também trocou de liderança. Flávio começou à frente, com 48,24% dos votos válidos, contra 43,33% de Lula, uma diferença de 588.612 votos. No 2º turno, o petista alcançou 50,43%, ante 49,57%, e venceu por 109.313 votos. O tamanho do eleitorado mineiro e a proximidade histórica de seus resultados com os nacionais tornam o estado estratégico na eleição presidencial.
O que mudou desde a disputa de 2022
Em 2022, Lula venceu em 11 capitais na disputa com Jair Bolsonaro - PL, pai de Flávio. Muitas dessas vitórias ficaram no Nordeste. Jair teve a maior votação nas outras 16 capitais. Naquela eleição, nenhuma capital mudou de vencedor entre o 1º e o 2º turno.
Entre as 4 capitais do Sudeste, Jair venceu Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitória. Lula ficou à frente em São Paulo. Bolsonaro também saiu vencedor nos estados do Sul e do Centro-Oeste. Apesar da manutenção dos vencedores nas capitais entre os turnos de 2022, Lula elevou seu percentual em todas elas.
Comparados os resultados de 2022 e 2026, o presidente ampliou sua presença eleitoral em praticamente todas as capitais. Aracaju, Recife e Belém registraram vitórias com maior distância. Belém e João Pessoa, cujas disputas tinham sido apertadas em 2022, passaram a apresentar resultados mais confortáveis para o petista.
O bolsonarismo conservou domínio no Centro-Oeste, no Sul e no Norte, mas perdeu parte da vantagem. Belo Horizonte, Maceió, Vitória e Florianópolis permaneceram com o candidato da família Bolsonaro, em disputas com margens menores.
Em Belo Horizonte, pouco mais de 1 ponto percentual separou os candidatos. Mesmo em Boa Vista e Rio Branco, citadas entre os maiores redutos bolsonaristas, a distância a favor da família Bolsonaro diminuiu. A comparação aponta, portanto, crescimento de Lula também em cidades onde esse avanço não foi suficiente para vencer.
Com informações do g1.