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Mesmo derrotado nas urnas no Tocantins, Lula autoriza R$ 28,7 milhões para a saúde de 44 municípios

Recursos anunciados pelo governo federal contemplam cidades de todas as regiões do estado, incluindo 11 municípios do Bico do Papagaio, que receberão mais de R$ 6 milhões

Mesmo derrotado nas urnas no Tocantins, Lula autoriza R$ 28,7 milhões para a saúde de 44 municípios
Arte: O Papo Político (IA). Mapa: IBGE.
4 de novembro de 2026publicação
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Mesmo após perder a eleição presidencial no Tocantins para Flávio Bolsonaro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou R$ 28,7 milhões para fortalecer a saúde pública de 44 municípios tocantinenses. A medida foi oficializada por meio de sete portarias do Ministério da Saúde, publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira, 3 de novembro.

No segundo turno das eleições de 2026, Lula recebeu 48,63% dos votos válidos no Tocantins, contra 51,37% de Flávio Bolsonaro. Apesar da derrota no estado, o petista conquistou a reeleição nacionalmente e, pouco mais de uma semana após o pleito, seu governo autorizou novos recursos para a rede municipal de saúde tocantinense.

As autorizações contemplam 64 propostas destinadas ao custeio de serviços, fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e aquisição de equipamentos e materiais permanentes para unidades públicas.

Entre os municípios beneficiados, Couto Magalhães lidera a relação, com R$ 2,8 milhões autorizados. Em seguida aparecem Guaraí, com R$ 2,4 milhões; Peixe, com R$ 2 milhões; e Ananás, com R$ 1,9 milhão.

Bico do Papagaio terá mais de R$ 6 milhões

Dos R$ 28,7 milhões destinados ao Tocantins, R$ 6.047.545 contemplam 11 municípios do Bico do Papagaio. Ananás receberá a maior parcela da região, com R$ 1,9 milhão, seguido por Maurilândia do Tocantins, com R$ 1,1 milhão, e Santa Terezinha do Tocantins, com R$ 851,9 mil.

Também foram contemplados Buriti do Tocantins, Luzinópolis, Esperantina, Itaguatins, Augustinópolis, Riachinho, Carrasco Bonito e São Miguel do Tocantins.

Os recursos poderão contribuir para a manutenção de atendimentos nas unidades básicas de saúde, consultas, vacinação, acompanhamento de pacientes e melhoria da estrutura dos serviços municipais.

Embora os valores já tenham sido autorizados pelo Ministério da Saúde, isso não significa que estejam disponíveis nas contas das prefeituras. As transferências serão realizadas pelo Fundo Nacional de Saúde, conforme os procedimentos e as condições estabelecidos nas portarias.