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MPTO vistoria abastecimento em Paraíso após falta de água atingir escolas e unidades de saúde

Amostras coletadas nas estruturas da BRK serão analisadas para orientar medidas em processo judicial. Decisão já exige água potável gratuita para quem ficou sem atendimento.

MPTO vistoria abastecimento em Paraíso após falta de água atingir escolas e unidades de saúde
Foto: Divulgação/MPTO
31 de outubro de 2026publicação
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O Ministério Público do Tocantins, o MPTO, vistoriou o sistema de abastecimento de Paraíso do Tocantins para investigar a falta recorrente de água e o rodízio que alcançam casas, escolas e unidades de saúde. Na terça-feira, 27 de outubro, a equipe inspecionou estruturas da concessionária BRK Ambiental e coletou amostras de água para análise em laboratório.

A fiscalização foi acompanhada por Patrícia Delfino, promotora de Justiça da 4ª Promotoria de Justiça de Paraíso do Tocantins, e por técnicos do Centro de Apoio Operacional de Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente, o Caoma. A visita incluiu os seguintes pontos:

  • Barragem do Rio do Coco;
  • Córregos Cachorra e Pernada;
  • Córrego Buritis, no Parque das Águas;
  • Estação de Tratamento de Água.

Os técnicos verificaram a disponibilidade de água nos mananciais, o funcionamento das instalações, o volume do rio abaixo da barragem e as condições do serviço prestado aos moradores. Os exames químicos e a avaliação final da equipe serão incorporados ao processo judicial que já acompanha o abastecimento, para orientar outras medidas do Ministério Público.

Segundo Patrícia Delfino, a coleta de informações no local complementa a análise de relatórios e dá suporte às providências para reduzir os prejuízos aos consumidores. A promotora apontou como prioridades a qualidade da água e o atendimento às escolas e aos serviços de saúde. Também defendeu informações claras e permanentes sobre os locais e as datas do rodízio e informou que o órgão recebe relatos de moradores sobre a falta de água.

Decisão exige atendimento emergencial

Na semana anterior à vistoria, a Justiça havia acolhido pedido de urgência em ação civil pública do MPTO. A decisão determinou à BRK o fornecimento alternativo, sem cobrança, de água potável às unidades essenciais e à população sem abastecimento.

A empresa também recebeu prazo de 5 dias para apresentar um plano de contingência para períodos de escassez ou informar formalmente que não dispõe dele. A determinação incluiu boletins diários aos moradores e relatórios periódicos sobre o sistema.

A situação piorou em outubro, quando a barragem do Rio do Coco chegou ao volume morto, a parte mais profunda da reserva, após a estiagem prolongada. O manancial responde por cerca de 88% do abastecimento urbano.

Com a queda do nível, trechos rurais abaixo da barragem ficaram sem fluxo superficial, prejudicando a água destinada aos animais. O Instituto Natureza do Tocantins, o Naturatins, notificou a concessionária para manter a vazão ecológica ou atender os produtores com caminhões-pipa.