Padre Bonifácio Conde defende proteção humana em lei sobre IA nas escolas de Moçambique
Especialista considera iniciativa oportuna e pede participação de educadores, sociedade civil e profissionais de ética na elaboração da legislação

O padre Bonifácio Conde, integrante do Clero Diocesano da Beira, no centro de Moçambique, defendeu que a proteção da pessoa humana seja prioridade na legislação sobre Inteligência Artificial nas escolas. Ele comentou a decisão de preparar a lei, anunciada pelo ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, na quinta-feira passada, em Maputo.
Especialista em direito e novas tecnologias, Bonifácio considera oportuna a iniciativa, que pretende estabelecer o uso ético e responsável da IA. O sacerdote relaciona a proposta ao apelo do Papa Leão XIV, presente na Encíclica Magnifica Humanitas, e pede proteção à integridade de toda a comunidade educativa.
Na avaliação do padre, o uso irresponsável da Inteligência Artificial pode criar novas dependências e favorecer a manipulação. Ele também alerta para novas formas de exclusão associadas à tecnologia e para o risco de agravar as desigualdades educacionais existentes. Por isso, defende limites ao uso da IA.
Bonifácio considera insuficiente consultar apenas especialistas em informática durante a elaboração legislativa. Para ele, o processo deve envolver também especialistas em ética, educadores e representantes da sociedade civil. O sacerdote rejeita copiar leis estrangeiras elaboradas para realidades educacionais distintas da moçambicana.
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Fonte: Vatican News. Leia o original.