Peça aborda a vida trágica de Dona Yayá
Montagem da Cia. Coexistir de Teatro fica em cartaz no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo, entre 9 de outubro e 1º de novembro
A trágica vida de Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá (1887-1961) – herdeira de uma abastada família paulistana que viveu confinada durante 36 anos em seu casarão, no bairro da Bela Vista (ou Bixiga), em São Paulo, devido a problemas psiquiátricos –, é tema da peça Um Tempo Chamado Yayá, que a Cia. Coexistir de Teatro apresenta a partir desta sexta-feira, dia 9, até 1º de novembro, de sexta-feira a domingo, no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo. Com texto e direção de Patrícia Teixeira, a montagem propõe “uma discussão sobre a doença mental a partir de seu contexto cultural e social, relacionando a trajetória de Dona Yayá às questões de gênero e às formas de institucionalização das mulheres ao longo da história”, conforme divulgou a assessoria de imprensa do grupo teatral.
“A peça vai fazer com que o espectador se aproxime dessa personagem e trazer uma reflexão muito importante sobre como a gente vê as relações de gênero, ainda tão demarcadas nas sociedades atuais”, afirma a diretora Patrícia Teixeira, em depoimento ao boletim Dica Cultural, da Rádio USP (ouça no link abaixo). “É um espetáculo sobre nós, mulheres, sobre a maneira como olhamos para a loucura, para a diferença e para aquilo que a gente não compreende no outro.”
Formado por oito atrizes e um ator, o elenco vai retratar as diferentes fases da vida de Dona Yayá, desde a infância em Mogi das Cruzes (SP), onde nasceu em 1887, passando pela orfandade aos 13 anos, a morte dos irmãos, os anos sob a tutela do advogado e político Albuquerque Lins, os primeiros sinais da doença mental – classificada hoje como psicose esquisofrênica – e o confinamento no casarão em São Paulo, em 1925, até a sua morte, em 1961, aos 74 anos. Atualmente, o casarão onde Dona Yayá ficou confinada pertence à USP e abriga um dos órgãos da Universidade, o Centro de Preservação Cultural Casa de Dona Yayá (CPC).
A peça Um Tempo Chamado Yayá, da Cia. Coexistir de Teatro, estreia nesta sexta-feira, dia 9, às 20 horas, e fica em cartaz até 1º de novembro, de sexta-feira a sábado, às 20 horas, e domingo, às 19 horas, no Complexo Cultural Funarte (Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos, em São Paulo). O ingresso custa R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia) e pode ser adquirido na plataforma digital Sympla.
Ouça no link abaixo o boletim Dica Cultural, da Rádio USP, sobre a peça Um Tempo Chamado Yayá, transmitido no dia 6 de outubro de 2026. A produção e apresentação são da jornalista Heloisa Granito
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Fonte: Jornal da USP. Leia o original.