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PL apaga arte de Flávio comparada a propaganda de Mussolini e diz que a semelhança foi coincidência

Imagem com o rosto do candidato e a expressão "Tropa do Flávio" saiu do canal do partido no WhatsApp; em nota, a legenda pediu desculpas pelo equívoco.

PL apaga arte de Flávio comparada a propaganda de Mussolini e diz que a semelhança foi coincidência
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
10 de outubro de 2026publicação
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O PL retirou do ar uma arte de Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência, depois que a peça foi comparada a uma propaganda do ditador italiano Benito Mussolini. A imagem foi publicada no canal oficial da legenda no WhatsApp, segundo reportagem do UOL deste sábado (10), repercutida pelo portal Brasil 247. Em nota enviada ao ICL Notícias, o partido negou intenção de fazer referência ao fascismo e pediu desculpas.

A montagem mostrava o rosto de Flávio em preto e branco, com a expressão "Tropa do Flávio" repetida ao fundo, e convidava apoiadores a entrar em um grupo de WhatsApp da campanha. De acordo com o UOL, a postagem foi feita na quinta-feira (8). O ICL Notícias informou que ela foi apagada na manhã deste sábado.

A comparação é com uma foto de 1934 da fachada do Palazzo Braschi, em Roma, que abrigava a federação fascista da cidade. O prédio foi coberto por uma enorme composição com o rosto de Mussolini e a repetição da palavra italiana "Sì" (sim). A peça fazia parte da campanha de um plebiscito em que os italianos só podiam aprovar ou rejeitar uma lista única de candidatos escolhidos pelo regime. A semelhança foi apontada por usuários nas redes sociais.

O que diz o PL

Na nota, o partido atribuiu a publicação ao PL Jovem: "O Partido Liberal Jovem (PLJ) fez uma publicação inspirada em peças gráficas da antiguidade e não teve qualquer intenção de fazer alusão à imagem referida. Ainda assim, o conteúdo já foi retirado do ar. O partido pede desculpas pelo equívoco e por qualquer interpretação decorrente dessa coincidência."

Ouvido pelo ICL Notícias, o historiador Odilon Caldeira, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e coordenador do Observatório da Extrema Direita, discordou da explicação: "É evidente que isso é uma referência ao fascismo". Ele levantou a hipótese de que a peça tenha sido usada para provocar adversários e desviar o debate eleitoral, mas apresentou essa leitura como hipótese.

Segundo o UOL, o canal do PL no WhatsApp tem 22 mil participantes, e o grupo "A Tropa do Flávio" reúne mais de 250 mil integrantes. O UOL procurou o partido antes de publicar a reportagem e não teve resposta.