Proteção social lidera voto em Lula; mudança e rejeição ao adversário movem eleitores de Flávio
Datafolha mostra diferenças nas razões declaradas para escolher cada candidato. Entre quem pretende votar em branco ou nulo, a rejeição aos dois concorrentes aparece à frente.

O Datafolha identificou proteção social e identificação de classe como os motivos mais citados para votar em Lula - PT enquanto mudança e alternância de poder lideram entre eleitores de Flávio Bolsonaro - PL. Os resultados mostram diferenças nas prioridades declaradas pelos apoiadores dos candidatos à Presidência.
A pesquisa entrevistou presencialmente 2.520 pessoas com 16 anos ou mais, em 153 municípios, na terça-feira, 13 de outubro, e na quarta-feira, 14 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.
Entre os eleitores de Lula, 48% mencionaram proteção social e classe. A avaliação do desempenho e do legado do presidente aparece depois, com 22%. A rejeição ao adversário foi apontada por 17%, enquanto valores, ideologia e democracia receberam 11% das menções desse grupo.
Propostas e qualidades do candidato somaram 10%, mesmo percentual de serviços públicos e segurança. Outros 9% não apresentaram motivo específico. Vínculo e hábito tiveram 8%; voto por exclusão e economia e custo de vida, 6% cada; integridade e corrupção, 2%; mudança e alternância, 1%.
No grupo que pretende escolher Flávio Bolsonaro, mudança e alternância alcançaram 41%, seguidas pela rejeição ao adversário, com 31%. Economia e custo de vida foram citados por 16%. Propostas e qualidades do senador tiveram 15%, enquanto desempenho e legado reuniram 14% das respostas.
Valores, ideologia e democracia apareceram com 13% entre esses eleitores. Não indicaram motivo específico 12%. Integridade e corrupção receberam 11%; serviços públicos e segurança, 10%; proteção social e classe, 5%; vínculo e hábito, 2%; e voto por exclusão, 1%. As respostas eram espontâneas e múltiplas, permitindo mencionar mais de uma razão.
Entre quem pretende votar em branco ou nulo, a rejeição aos dois candidatos atingiu 37%. Descrença e desinteresse tiveram 19%, e desconfiança, promessas e corrupção, 18%. Outros 16% não especificaram uma razão. Falta de opção e polarização foram mencionadas por 12%; propostas ausentes, ruins ou desconhecidas, por 9%.
Nesse mesmo grupo, 6% apontaram outro motivo. Críticas a Flávio ou a Bolsonaro representaram 4%, enquanto críticas a Lula ou ao PT ficaram em 2%. Assim como nos grupos dos candidatos, a possibilidade de respostas múltiplas permite que os percentuais ultrapassem 100% quando somados.
A votação do 2º turno está marcada para domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, também adotado no Tocantins. O levantamento sobre as intenções de voto foi divulgado na quinta-feira, 15 de outubro.
No placar geral, Flávio Bolsonaro aparece com 47%, e Lula, com 45%, em empate técnico pela margem de erro. Considerando apenas os votos válidos, que retiram brancos, nulos e indecisos, os índices são 51% e 49%, respectivamente. A rejeição a Lula chega a 46%, e a Flávio, a 44%.