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Quaest: Flávio tem 45% e Lula, 44%; empate técnico mantém disputa aberta a 4 dias do voto

Medo da volta da família Bolsonaro chega a 44%, ante 42% de um novo mandato de Lula. Felipe Nunes aponta aumento da indecisão espontânea e estabilidade nas intenções de voto.

Quaest: Flávio tem 45% e Lula, 44%; empate técnico mantém disputa aberta a 4 dias do voto
Fotos: Lula Oficial, CC BY-SA 4.0, e Agência Senado, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons, arquivo
21 de outubro de 2026publicação
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Flávio Bolsonaro - PL tem 45% das intenções de voto, e Lula - PT registra 44% na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro. Os candidatos permanecem tecnicamente empatados, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A 4 dias da votação, no domingo, 25 de outubro, o resultado mantém a disputa aberta.

Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 9%. Outros 2% estão indecisos. O levantamento apresenta intenções totais de voto, sem informar percentuais de votos válidos.

Na rodada da quarta-feira, 14 de outubro, Flávio tinha 46%, enquanto Lula marcava os mesmos 44%. O grupo de brancos, nulos e pessoas que não votarão permaneceu em 9%; os indecisos eram 1%. A distância numérica entre os candidatos diminuiu de 2 pontos para 1, dentro da margem.

O empate técnico já existia no levantamento anterior. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas, a FGV, a oscilação não permite concluir que ocorreu virada ou mudança de vantagem. Ele calcula intervalos de 43% a 47% para Flávio e de 42% a 46% para Lula, com 95% de confiabilidade.

O medo na disputa

A volta da família Bolsonaro ao poder é o cenário mais temido por 44% dos entrevistados, enquanto 42% apontam a reeleição de Lula. Na rodada anterior, havia igualdade numérica de 43%. O receio de ambos passou de 3% para 6%; os que não temem nenhum caíram de 6% para 4%. Não souberam ou não responderam 4%, ante 5%.

É a primeira superioridade numérica do medo do retorno dos Bolsonaro desde a sexta-feira, 14 de agosto, quando esse cenário marcava 45%, ante 41% para novo mandato de Lula.

Entre beneficiários do Bolsa Família, 63% temem a volta dos Bolsonaro, contra 58% antes. O medo da reeleição de Lula recuou de 29% para 23%. A margem nesse grupo é de 4 pontos. Entre jovens de 16 a 34 anos, 47% receiam novo mandato de Lula e 43%, vitória de Flávio; antes, ambos tinham 45%. Nesse recorte, a margem é de 5 pontos.

Na faixa de 35 a 59 anos, 44% temem a vitória de Flávio e 42%, a reeleição de Lula. A rodada anterior mostrava 40% e 46%, respectivamente.

A leitura de Felipe Nunes

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o dado que mais chama atenção está na pergunta espontânea, sem apresentação dos nomes: os candidatos têm 40% cada, enquanto os indecisos saltaram de 7% para 14%. Entre mulheres, a indecisão foi de 8% para 17%; entre independentes, de 13% para 31%. Ele interpreta esse movimento como descontentamento com as opções e a campanha negativa.

Na avaliação de Nunes, o voto útil da direita no fim do 1º turno já havia reduzido o espaço dos demais candidatos. Flávio retém 94% dos que dizem ter votado nele, e Lula, 95%. Dos 9 milhões que escolheram outras alternativas, equivalentes a 6%, 43% apontam Flávio e 37%, Lula. Entre quem se absteve ou votou branco ou nulo, 40% escolhem Lula e 36%, Flávio.

Para o diretor da Quaest, predomina estabilidade nos segmentos. A exceção é o grupo beneficiário de programas sociais, que corresponde a 21% da amostra. No Bolsa Família, Lula passou de 60% para 62%, e Flávio, de 31% para 27%. A vantagem cresceu de 29 para 37 pontos. Segundo Nunes, esse público recebeu aumento do governo, e o argumento sobre o retorno dos Bolsonaro pode estar funcionando ali.

Nunes também aponta espaço para mudanças: 10% dos entrevistados admitem rever o voto, sendo 9% dos eleitores de Lula e 7% dos de Flávio. O potencial de voto de Lula subiu de 47% para 49%, e o de Flávio, de 46% para 48%. A rejeição caiu de 53% para 47% no caso do presidente e de 54% para 52% no do adversário.

Na leitura do pesquisador, a aprovação do governo, depois do pacote de medidas anunciado, ajuda Lula na reta final. A taxa foi de 45% para 46%, melhor patamar desde a sexta-feira, 14 de agosto, enquanto a desaprovação passou de 48% para 47%.

A Quaest ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre o sábado, 17 de outubro, e a terça-feira, 20 de outubro. Encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, é BR-08535/2026.

Com informações do g1.