Política

"Se tem gente querendo trabalhar e empresa querendo contratar, há um problema de qualificação", afirma Professora Dorinha

Programa vai ligar qualificação profissional às vagas existentes; acesso ao crédito, logística e atração de novos investimentos completam as propostas ao setor produtivo

"Se tem gente querendo trabalhar e empresa querendo contratar, há um problema de qualificação", afirma Professora Dorinha
22 de setembro de 2026publicação
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A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), destacou, na segunda-feira, 21, que a sua gestão terá uma formação profissional mais ligada às necessidades reais das empresas. Durante encontro com o setor produtivo em Palmas, ela afirmou que o Estado precisa aproximar quem busca emprego de quem procura mão de obra qualificada.

Se, por um lado, tem gente querendo trabalhar e, por outro, tem quem quer empregar, e esses dois mundos não estão se encontrando, temos um problema de qualificação e formação
, afirmou.

Entre os compromissos apresentados está o Qualifica Tocantins por Demanda, com cursos definidos a partir das vagas existentes, das vocações regionais e das necessidades apontadas pelas empresas. A proposta envolve Sistema S, IFTO, universidades e rede estadual.

A qualificação faz diferença. Precisamos dar oportunidade tanto para quem já está no mercado e quer se qualificar quanto para o jovem que quer entrar no mundo do trabalho
, disse Dorinha.

Crédito e logística

Dorinha também falou sobre acesso ao crédito e crescimento dos pequenos negócios. A Carta ao Empreendedor Tocantinense prevê crédito orientado para MEIs, micro e pequenas empresas, com acompanhamento técnico e metas de expansão.

Ao tratar da atração de empresas, ela disse que o Tocantins precisa oferecer condições para que novos investimentos escolham o Estado.

Como garantir que uma empresa, em vez de passar pelo Tocantins e se instalar no Pará ou no Maranhão, escolha o nosso Estado?
, questionou.

A carta prevê áreas preparadas para novos empreendimentos, com energia, saneamento, acesso e regras claras, além de uma política de atração e acompanhamento de investimentos.

Dorinha relacionou competitividade à infraestrutura e citou a duplicação da BR-153, as saídas de Palmas e a integração entre diferentes modais.

Estamos no coração do Brasil. A nossa posição geográfica é muito interessante para o desenvolvimento econômico, mas a logística precisa funcionar
, afirmou.