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Seedorf assume Corinthians contra a queda e defende união, intensidade e organização

Após sete anos sem comandar clubes, holandês cita Ancelotti e Oswaldo de Oliveira como referências e prevê treinos em dois períodos.

Seedorf assume Corinthians contra a queda e defende união, intensidade e organização
Foto: Foto: Kirill Venediktov/soccer.ru, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
14 de outubro de 2026publicação
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Clarence Seedorf quer acelerar a integração do elenco, organizar defesa e ataque e trabalhar o emocional do Corinthians na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Apresentado na tarde desta quarta-feira, 14 de outubro, o holandês prevê treinos em dois períodos e pede apoio da torcida.

Ele descreveu jogadores talentosos, dispostos a reagir e feridos pelos resultados. “Um leão ferido é perigoso”, disse Seedorf. Acredita que trabalho sério pode mudar rapidamente a situação. Após conversar com o executivo Marcelo Paz, enxergou oportunidade de recuperação para ambos. “Não falta coragem aqui”, afirmou o treinador.

Há sete anos sem dirigir um clube, disse que permaneceu no futebol como dirigente e conselheiro e recusou projetos nos quais não acreditava. Relatou anos de conversas sobre voltar ao Brasil com a OTB, sua interlocutora nessa negociação. Considera uma grande oportunidade assumir um dos maiores clubes do mundo, embora outros treinadores tenham preferido não vir. Disse ter uma vida confortável, sem precisar do cargo, mas gostar de desafios no futebol, sem compará-los a uma guerra.

Seedorf questionou julgamentos anteriores ao trabalho e disse confiar no próprio potencial e na confiança recebida do clube. Ressaltou que nenhuma contratação garante resultado. Em 30 anos no campo, aprendeu com grandes técnicos. Destacou Oswaldo de Oliveira entre os melhores que teve, descrevendo como fantástica a experiência com seu método no período próximo de parar de jogar e treinar.

Sobre personalidade, citou Louis van Gaal, Fabio Capello, Marcello Lippi e Carlo Ancelotti e os elencos com personalidade desses treinadores. O holandês, apontado em trabalhos anteriores como alguém de opiniões fortes, prefere elencos com personalidade. “Prefiro um grupo com personalidade porque o meu trabalho fica mais fácil”, disse. Vê-se como integrante do grupo com uma função: orientar por comunicação e alinhamento. Como jogador, provocava situações, mas cumpria ordens. Acreditar no caminho facilita a execução; sua preocupação é interna, e a primeira impressão foi excelente.

Seedorf chegou pela manhã e ainda precisa conhecer melhor os jogadores. Conhece Memphis Depay da Holanda, mas negou influência dele na contratação: “Memphis não tem nada a ver com essa vinda. Eu já conhecia o Corinthians”, afirmou. Amigos que passaram pelo clube e contatos no Brasil o mantinham informado. Considera Memphis importante e talentoso, mas avalia que problemas físicos prejudicaram suas condições. O foco é coletivo. O atacante quer reagir com o grupo; todos serão necessários, independentemente do tempo em campo.

O técnico disse desconhecer os problemas políticos e priorizar soluções no campo, concentrando-se no que controla. Considera o clube maior que todos e lembra que focar no trabalho ajudou a superar resultados ruins e pressão semelhante no Real Madrid.

Defendeu avaliar números pelo contexto: assumiu o Milan na parte inferior da tabela, teve a terceira melhor campanha a partir da chegada e terminou em sétimo. Não salvou o Deportivo. Nunca iniciou uma temporada, assumindo trabalhos em andamento; havia parado de aceitar isso, mas viu condições neste elenco. Disse que uma reação pode acontecer em dois segundos, um jogo ou dez minutos. Convidou a imprensa a acompanhar diariamente o trabalho.

Para escolher sistema e funções, conhecerá ambiente, profissionais e jogadores, com flexibilidade. Cobra união, coragem, vontade e intensidade física e mental, intensificando processos pelo pouco tempo. Além de Pablo, cogita mais um auxiliar. Trabalham juntos desde o La Coruña; Pablo é estruturado, estudou futebol, treinou e tem sua confiança. Elogiou a equipe atual e justificou reforços para acelerar a integração.

O intervalo maior entre próximos jogos permitirá treinar mais. Seedorf descreveu o campeonato como muito competitivo e o futebol como universal, com 11 contra 11. Quando jogava, não sabia quais adversários enfrentaria e priorizava seu trabalho; agora, especialistas fornecerão informações dos rivais, analisados semanalmente, já que acompanhar todas as competições é impossível. A experiência, afirma, permite conhecer rapidamente jogadores e adversários.

Com informações do UOL.