Política

Trabalhadores das UTIs do HGP denunciam atraso de salário e vale-alimentação

Funcionários relatam pagamentos que só saem depois de virarem denúncia, troca de equipes por cooperativas e corte no quadro de profissionais nas unidades adulto, pediátrica e neonatal

Trabalhadores das UTIs do HGP denunciam atraso de salário e vale-alimentação
11 de setembro de 2026publicação
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Trabalhadores das UTIs do Hospital Geral de Palmas (HGP) afirmam que os plantões vêm sempre acompanhados de atraso no salário e no vale-alimentação. Segundo relatos, até o dia 10 havia funcionários que ainda não tinham recebido, e a resposta que ouviam da coordenação era sempre a mesma: não havia previsão de pagamento.

Uma das trabalhadoras contou que, em meses anteriores, recebeu só parte do salário e do benefício, e ficou com valores em aberto. Outros funcionários apontam atraso no cartão alimentação, de cerca de R$ 260. O ponto que mais incomoda a categoria é o padrão que enxergam na situação: quando a cobrança vira reclamação pública, o dinheiro aparece. Para receber, dizem eles, primeiro é preciso denunciar.

As queixas envolvem as três UTIs da unidade: adulto, pediátrica e neonatal. Além do atraso, os funcionários relatam que servidores vêm sendo trocados por equipes de cooperativa. Como o serviço já é terceirizado, eles classificam o movimento como uma privatização em cima de outra privatização.

Há também questionamentos sobre uma possível ligação entre empresas que atuam nas UTIs estaduais e serviços prestados nas UPAs municipais. São afirmações dos próprios trabalhadores e ainda precisam ser esclarecidas e comprovadas.

Outro problema levantado é o corte no quadro de pessoal. Segundo a categoria, técnicos de enfermagem estão cada vez mais difíceis de contratar, e enfermeiros, técnicos, médicos, profissionais da farmácia e escriturários relatam a mesma dificuldade no dia a dia.

Ao mesmo tempo, os funcionários dizem que a fiscalização apertou e temem que falhas pequenas sejam usadas como pretexto para demissões por justa causa. Se isso se confirmar, o caso merece investigação.

Os trabalhadores ainda ligam os atrasos às mudanças na terceirização das UPAs e a problemas já investigados em contratos da saúde. Essa relação, no entanto, é uma alegação dos denunciantes, não um fato provado, e qualquer conexão precisa ser apurada pelas autoridades.

No fim, quem está lá dentro resume assim: o plantão é cumprido, o paciente é atendido, mas o salário fica na fila. Nas UTIs do HGP, dizem os funcionários, o paciente espera atendimento, o trabalhador espera pagamento e todo mundo espera uma explicação.