Vice-presidente do PT no Tocantins cobra que Dorinha entregue cargos do governo Lula após apoio a Flávio Bolsonaro
Em carta aberta, Ayrton Lopes questiona indicações atribuídas à senadora na Codevasf, no DSEI, no Banco da Amazônia e nos Correios. Fonte do diretório diz que ele fez o que a direção não fez.

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores no Tocantins, Ayrton Lopes, divulgou nesta terça-feira, 20 de outubro, uma carta aberta em que cobra da senadora Professora Dorinha - União Brasil, candidata ao governo do estado, a entrega dos cargos que ela mantém sob sua influência e que são da estrutura do governo federal.
A cobrança vem depois de Dorinha declarar apoio a Flávio Bolsonaro, adversário do presidente Lula no 2º turno da eleição presidencial. No 1º turno, a Senadora tinha ficado neutra na disputa pelo Palácio do Planalto.
Na carta, Ayrton questiona indicações políticas atribuídas à Senadora em órgãos federais como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, a Codevasf; o Distrito Sanitário Especial Indígena, o DSEI; o Banco da Amazônia e os Correios.
"É inadmissível que se utilize da estrutura do atual governo federal para promover o bolsonarismo em solo tocantinense enquanto tenta adotar uma postura ambígua. Não há espaço para ficar em cima do muro", declarou o dirigente.
Ayrton também cobrou coerência da candidata. "Quem faz escolhas e alianças políticas dessa natureza deve arcar integralmente com as consequências", afirmou.
Dentro do PT
Um integrante do diretório do PT no Tocantins ouvido pelo Papo Político avaliou que Ayrton teve a coragem de enfrentar a Senadora, postura que a direção do partido no estado não teve, mesmo depois de Dorinha ter declarado apoio a Flávio um dia depois da eleição, segundo essa fonte. Para o integrante, a atitude credencia Ayrton a disputar, no futuro, a presidência do PT no Tocantins.
Não está comprovado que todos os órgãos citados na carta estejam sob influência de Dorinha. O espaço segue aberto para a manifestação da Senadora.